Eu sei bem o que eu quero. Quero
pessoas inteiras. Chega de metades. Metade da laranja e do limão -com vodka- ou
de qualquer que seja a fruta. A tampa da minha panela.
Chega de frases feitas quando algum
caso ao acaso não deu certo. 'Vou virar freira'. Ou então, aquela típica
exclamação feminina: 'Eu sou uma frigideira!' Não, querida. Você não é uma
panelinha sem tampa.
A vida é muito mais que
panelas e frutas. Se não deu certo, é porque era um sentimento -se é que houve
algum- pela metade. Acha que foi feliz? Não foi. Espere até se tornar inteira,
sem precisar de ninguém. Aí sim, será feliz com outra pessoa. E é sério, muito
sério. Pode achar que é um texto feminista, de uma pessoa mal-amada, precisando
de uns bons pegas. Eu não ligo.
E quer saber o que me faz feliz?
Sair de casa rir, paquerar, flertar e quando chegada a hora de ir pra cama (pra
dormir, claro!) eu fecho os olhos e penso em mim, antes de qualquer pessoa! Eu
ainda não sou uma pessoa inteira, porque isso, é uma coisa que aprende-se ser
com o tempo. A diferença é que eu procuro estar inteira!
PS: Esse texto foi escrito há algum tempo atrás e hoje, li essa obra do John Lennon. (: Vou postar uma parte aqui, pra complementar o que eu tentei dizer. Aí vai:
"Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando
encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que
ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de
completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se
estivermos em boa companhia, é só mais agradável."