Dos abraços apertados, beijos estalados, crochês e doces, diga-se de passagem, era uma doceira de mão cheia, numa manhã de domingo.
Vontade de ficar no velho porão, brincando com o velho companheiro, e quando eu digo velho, faço jus a palavra. Bororó, -um porquinho de borracha trajado de roupas vermelhas- companheiro de alguns netos, bisnetos e tataranetos.
Falta muita coisa agora. Falta a vontade de acreditar que quem nos unia, se foi. E levou com ela, um pedaço de nós. E deixou conosco o muito dela.
Só o que posso dizer agora é um muito obrigada por ter existido. Por ter sido minha bisavó ainda mais linda com ruguinhas e cabelos brancos, feito neve.
Vá em paz. Eu te amo, desculpa por não ter dito isso antes.









