quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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- Só queria ser especial pra alguém. Mais nada.
- Já pensou em se tornar especial pra você, primeiro de tudo?

domingo, 14 de agosto de 2011

2 anos (:

Eu fiquei pensando em várias maneiras de contar a história desse blog, mas, acho que a melhor de todas as ideias foi essa: escrever. Afinal, foi pra isso que resolvi criar essa página. Sei bem que existem várias como essa, perdidas pela web. Mas, se você perde o seu precioso tempo me lendo, não tem noção do quanto eu ganho com isso! Cada vez que entro e vejo que o número de pessoas à visitar aumenta, abro aquele sorrisão! Ganho o dia.
Assim como ganhei há dois anos atrás, quando decidi criar esse meu pequeno universo.
Quando acha que perdeu algo que lhe era de grande valia, não imagina as coisas boas que te esperam a frente. Eu perdi. Ou melhor, fiz questão de perder. Hoje, consigo ver tudo de um jeito diferente. Acredito que eu tenha ganho o melhor de todos os presentes da vida. A minha vida de volta! A vida que alguém estava querendo tirar de mim. E todos à minha volta queriam me fazer enxergar e eu não queria ver. Foi quando eu decidi que o que me fazia mal, não me merecia. E eu aprendi! Joguei pro ar aquela agonia de todos aqueles antigos meses. E foi assim que voltei enxergar. Eu estava liberta de tudo aquilo que me feriu um dia. Eu deixei no coração só as pessoas que mais me importavam e mereciam com que eu me importasse.
E ao invés de escrever cartas pra alguém que mal as lia, sentei com folhas em branco, como quem quer recomeçar e, escrevi.
Depois de várias folhas manchadas de palavras em tinta azul, pensei que era egoísmo deixá-las guardadas em gavetas. Alguém que estivesse passando pela mesma situação, poderia não se sentir sozinho -como me senti inúmeras vezes- se visse que tinha uma vida nessa planeta sentindo o mesmo que ela.
Eu não entendo muito dessas coisas de internet, só sei o básico. O que me foi suficiente pra colocar todo e qualquer sentimento pra fora. Aqui, nesse pequeno espaço. Entre linhas. Existe boa parte da minha história. Minhas dúvidas, angústias, paixões. Coisas que gosto, que leio, assisto e que gostaria que um dia me acontecessem... Enfim, sou eu. Em todas as partes.
Não divulgo esse blog em nenhuma outra página, nesses dois anos, me reconheci mais tímida do que o esperado. Mas, faço questão de conhecer os poucos que me leem, sigam esse blog. É bem simples e me fará um bem danado!
E é com maior carinho desse mundo que escrevo esse texto de agradecimento.
Obrigada, como sempre digo, meus raros.

14/08/11


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Seja você!


Se você sorri demais, é fácil.
Se chora, é chata.
Se olha, é indiscreta.
Se não enxerga, é metida.
Se fala, é inconveniente.
Se cala, é falsa.
Se coloca uma roupa diferente, quer se aparecer.
Se abraça, está pegando.
Se sai bastante, é arroz de festa.
Se fica em casa, é muito caseira.
Se está com um copo na mão, está bêbada.
Se faz graça e conta piada, é palhaça.
Se pula e brinca com as pessoas, é infantil.
A verdade é que, sempre que puderem vão falar de você. Mesmo que nada tenham a comentar. O importante é ser você, mesmo que isso incomode!
A língua do povo é grande, a consciência é pequena e a falta de respeito é enorme.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Abre aspas


                   
"Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro [...]. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. [...]
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu sem o menor pudor, invente um. [...] Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se [...]. Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final [...]."
                                           (Caio Fernando Abreu)